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UFMG EDUCATIVA: entrevista brinquedos e brincadeiras e formação da criança

FAZ ASSIM! CANTORIAS E BRINCADEIRAS INFANTIS

OUÇA AQUI AS PRIMEIRAS MÚSICAS DE NOSSO CD: produção: Claudio Emanuel, Marilza Máximo e Rogério Correia Direção Musical: Silvia Lima e Christiano Souza Oliveira

Faz assim!

Despedida/ Samba mais eu

territorio do brincar

domingo, 13 de setembro de 2009

SABARA DESENVOLVE CURSO DE FORMAÇÃO PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL

oLÁ,
Segunda e Terça-feira, dia 14 e 15 estarei oferecendo uma oficina para Educadores da Educação Infantil da Prefeitura Municipal de Sabará. O curso é organizado pela Faculdade de Sabará. Pediram que oferecesse algo em torno das multiplas linguagens (teatro, brincadeiras, contação de histórias) e resolvi retomar um antiga prática abandonada há anos em minha formação: a mala de jogos. Nela coloco tudo: fantoches e marionetes, brinquedos tradicionais (caleidoscópio, escadinha de jacó, roi-roi, piões e piorras) e que construo na oficina, livros de histórias e instrumentos musicais. Resolvi inovar e ao invés de reformar antigas malas, adquiri uma novinha em folha toda de alumínio, estilo "case". Estive atras de bonecos novos para colocar no teatro, fui atrás do encontro de teatro de bonecos promovido pelo Sesi aqui na cidade mas não encontrei algo que pudesse aproveitar... Vai ser bom relembrar o teatro de bonecos... fui!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

desafios da formação em serviço numa escola infantil

Olá,
desde o inicio do mes visito uma UMEI (Unidade Municipal de Educação Infantil) de Belo Horizonte, localizada no bairro Estrela Dalva. A escola é bem pequena e tem história no bairro. antes funcionava uma creche comunitária que foi municipalizada. Funciona junto a um centro de apoio comunitario. a escola funciona em dois turnos com quatro turmas de 2 a 4 anos. Combinei com a direção e coordenação da escola que desenvolveria um trabalho de formação com o grupo em que brincaria com as crianças e a professora juntos. há tempos tinha vontade de trabalhar com formação em serviço mas num formato em que mostraria como fazer trabalharia junto com os professores mas enfrentaria o desafio de dentro de um espaço e uma realidade concreta formulasse uma proposta. O resultado tem sido positivo com as crianças. Foi muito pesado os dois primeiros encontros pois optei por uma proposta mais dinâmica, com brincadeiras, correrias, cantigas, o importante era causar impacto, mesmo as custas de ser acusado de show man ou animador de festas. Queria provocar uma mudança na rotina da escola, de alguma forma, seja correndo com as crianças no patio da escola ou me fazer ouvir com os barulhos do tambor que tocava. Era importante criar um vínculo forte com as crianças desde o início, mas me aproximar das professoras com cautela e respeito. Tinha clareza de que um bom trabalho desenvolvido com as crianças poderia me dar maior credibilidade com as professoras. todavia, acredito que a formação em serviço talvez tenha que ser mais do que brincar com professoras e alunos juntos. O trabalho tem surtido algumas questões:
a primeira de estabelecer de forma mais clara como ocorreria esta parceria com as professoras. Ouvi do grupo que muitas professoras não sabiam o que fazer se observavam se entravam na brincadeira...
segundo, que necessito de um momento maior para observar as professoras atuarem com as crianças, para poder avaliar o trabalho que a escola desenvolve e sugerir mudanças;

de qualquer forma a entrada acontece mudanças. Na rotina, nos professores. o risco de me tornar um oficineiro é muito grande pois vejo que posso ficar concentrado nas crianças e não dar o retorno que os professores necessitam. O lado proativo do trabalho pode inibir também os professores de apresentarem sua forma de trabalhar.

penso que duas coisas sejam necessárias neste momento:
primeiro, observar como as professoras trabalham
segundo, planejar juntos.

sábado, 4 de julho de 2009

o brincar pode desenvolver a autonomia da criança? como?

Neste sábado, dia 04 de julho conversei com a equipe de profissionais da escola Polo São Judas Tadeu, do bairro Nova Contagem, Contagem Minas Gerais. Um dos assuntos do encontro foi tratar o brincar na instituição a partir da proposta dos indicadores da qualidade na educação Infantil, documento proposto pelo MEC neste ano. Vejamos uma das questões:

As professoras incentivam as crianças a escolher brincadeiras, brinquedos e materiais?

Ao discutirmos as respostas dadas pelas professoras, chegamos a conclusão que uma prática muito presente nas brincadeiras com as crianças na escola é a pouca participação das crianças na escolha e a pouca oferta de opçoes. Quando todos brincam da mesma brincadeira, normalmente sugerida pela professora, manipulando um mesmo brinquedo (p. ex. lego, pulando corda). Uma das professoras perguntou mas como fica nossa intenção de oferecer, ensinar novas brincadeiras para as crianças? Sobre este ponto relatei que em minha experiencia tenho levado em consideração a possibilidade de construir propostas junto com as crianças e oferecer muitas possibilidades de brinquedos e materiais. Do que vamos brincar hoje? É uma pergunta que não pode faltar. Mesmo assim, quando brinco com todas as crianças juntas com uma brincadeira sugerida por elas (e se a brincadeira assim permite) sempre considero que um grupo será flutuante, não participará desta brincadeira que realizamos, mas pode voltar quando outra se inicia. Uso esta flutuação das crianças como um termometro que indica que a brincadeira deve mudar (quando o grupo fora da brincadeira é maior que o de dentro). Normalmente prefiro brincar com pequenos grupos enquanto as demais crianças estão brincando ou no parquinho ou com outras brincadeiras simultaneamente. Primeiro apresento uma serie de materiais, ou um espaço (parquinho) em que as crianças escolham e dividam-se em grupos para brincarem (bolas, peteca, corda, pneus, casinha de bonecas). Se tenho um brinquedo novo ou uma brincadeira nova a ensinar (principalmente se a brincadeira envolve pequenos grupos), faço convite a um grupo menor de crianças e durante aquele tempo me proponho a ensiná-la. A ação desperta o interesse das demais mas pelo limite de integrantes que a propria ação impoe, a criança interessada aguarda a desistencia de um dos jogadores para entrar e isto certamente acontece. As crianças entram e saem da brincadeira o tempo todo mas ela acontece mesmo assim. Oferecê-la diariamente, enquanto o grupo se mostra interessado vai conquistando novos adeptos e jogadores, até que ela torna-se autonoma como os demais jogos, vira um jogo do grupo.

Uma coisa interessante que surge desta diversidade de atividades que ocorrem simultaneamente é que o professor surge como um mediador de conflitos, como incentivador de novas brincadeiras, trazendo novas idéias, buscando junto com as crianças novas soluções para seus projetos e dá visibilidade aos processos de aprendizagem que acontecem entre as proprias crianças.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

EXPOSIÇÃO DE ARTE PARA CRIANÇAS EM SÃO PAULO



Escrito por
Gabriel Guimard
Editor Portal Cultura Infância
publicado no grupo Antropologia da Infância e da Criança

Quem está em São Paulo, não deixe de ir com as crianças, ou com as "crianças que ainda moram no seu coração", visitar a Exposição "Arte para Crianças" que está acontecendo no Sesc Pompéia, até dia 02 de agosto. É possível também fazer agendamento de grupos. Uma exposição interativa e lúdica. Em várias obras é possível que as crianças, toquem e interajam. Grandes nomes das artes visuais estão presentes na exposição: Tunga, Athos Bulcão, Amilcar de Castro entre outros. A exposição vem circulando por várias cidades do Brasil, desde 2007. Um programa imperdível e raro.

O Portal Cultura Infância (www.culturainfancia.com.br) fez uma exposição virtual da exposição, além de uma entrevista exclusiva com o curador Evandro Salles.



Segue abaixo o linque para a exposição virtual, a entrevista e o serviço desta atividade.

Linque: http://www.culturainfancia.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=867:exposicao-arte-para-criancas&catid=124:artes-plasticas&Itemid=172

buena suerte siempre...


terça-feira, 19 de maio de 2009

MAPA DO BRINCAR

O Mapa do Brincar, iniciativa da Folhinha – jornal semanal para crianças da Folha de São Paulo, abre inscrições para que crianças do país todo participem deste importante levantamento do brincar hoje no país.

Segue o blog para que seja divulgado nas suas regiões junto a crianças e educadores de instituições, escolas, ONG´s, famílias.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/mapadobrincar-inscricao.shtml

sábado, 25 de abril de 2009

O brincar e um novo projeto para a infância


No último sábado, dia 27 eu e minha esposa Marlene nos encontramos com as professoras, coordenação e direção da Escola Municipal Deputado Jorge Ferraz, localizada no bairro Jardim Riacho, em Contagem. A escola funciona em dois turnos e atende a crianças de 3 a 9 anos de idade. São mais de 400 crianças, sendo 120 delas com idades até 6 anos.
É uma escola que investe no brincar de suas crianças. Alguns fatos podem comprovar o que digo:


- A escola faz uso de seus muitos e amplos espaços livres: quadra, parque de brinquedos, patio coberto e pequenas áreas livres;

- Os brinquedos são descentralizados, distrubuidos nas salas de aula;

- O grupo investe em formação sistemática de sua equipe de professores;

- a escola desenvolve vários projetos e e com eles novas possibilidades de reflexão sobre o brincar;

- a escola não somente capta recursos para compra de brinquedos como também os conseguem através da doação. Sistematicamente os brinquedos estão presentes em sua rotina, sejam eles pedagógicos ou voltados para o jogo simbólico. No ano passado a escola teve um projeto premiado pela Fundação Arcor intitulado "Recreio Solidário". A doação e a compra com recursos da propria prefeitura e a construção de brinquedos de sucata também se fazem presentes.


- A escola investe sempre em novos projetos voltados para o brincar, como o projeto de brinquedos tradicionais quando pretendem confeccionar uma mala com vários brinquedos e a construção de um pequeno anfiteatro.


Na nossa conversa (sempre com a presença de brincadeiras) sobre o brincar na institução fiz alguns comentários sobre problemas que enfrentam comuns a muitos outros espaços de educação infantil como da escolha e da manutenção do parque de brinquedos e a organização dos tempos e espaços voltados para o brincar.

Sugeri que uma proposta de diversificar ainda mais os espaços abertos que dispõem seria um caminho interessante. A construção de pequenos espaços voltados para o lazer como bancos e chuveiros, pequenas apresentações artísticas, voltados para as artes e de construir brinquedos por estes espaços que não ficassem apenas circunscritos a um espaço fechado (parquinho) para que fosse utilizado diariamente como grandes manilhas (sugestão da supervisora) rampas que possibilitassem escalar, escorregadores...
Outra idéia seria aumentar o tempo destinado as brincadeiras das crianças.

Um ponto alto do encontro foi a discussão sobre qual projeto de infancia a escola desenha (ou que deseja) para as suas crianças. A fim avaliar o brincar que acontece na escola deveríamos analisar o seu papel em relação as configurações da infancia de hoje. O polêmico vídeo-documentário a Invenção da Infância (que aborda de forma brilhante a discussão sobre um provável desaparecimento da idéia da infância como foi concebida na Idade Moderna- VEJA O FILME ATRAVÉS DO LINK ACIMA) deu suporte as discussões.
Diante de diversas práticas sociais que nos revelam o retrato de uma infância marcado pelo desinvestimento de nossa sociedade na garantia de melhor qualidade de vida de nossas crianças (um brincar da criança que é reduzido e cuja figura do adulto é cada vez mais ausente, da redução de espaços de encontros dos grupos infantis (ruas, praças, de uma cidade que não foi feita para elas) e da presença cada vez maior dos jogos eletrônicos, do computador e da televisão no dia-a-dia da criança), reforçamos no encontro a importância da escola no seu papel de contribuir de forma significativa para o desenho (é algo que se constrói todo dia, afinal não sejamos apocalípticos!) de um novo projeto de infância para e com a participação das crianças. Com mais brincadeiras, é claro! Um abraço!


quinta-feira, 23 de abril de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO: A INFANCIA NA MÍDIA

Demorou mas chegou! Pessoal, gostaria de convidá-los para o lançamento do livro A Infância na Mídia. Nele, eu juntamente com um grupo de pesquisadores escrevemos sobre as relações entre a criança e os meios de comunicação de massa. Meu artigo vai tratar das relações entre a televisão e o brincar das crianças. O livro sai pela Autêntica. Uma das organizadoras é minha colega professora da PUC/Minas, Sandra Tosta (um abraço Sandra!)

O Endereço:
livraria ouvidor
Rua Fernandes Tourinho, 253, Funcionários – Belo Horizonte-MG
16 de maio • sábado
10h30


ESPERO VOCES LÁ, UM ABRAÇO!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A INFÂNCIA VAI AO CINEMA: Concepções de infância e criança a partir dos filmes




São muitas as possibilidades que encontramos no cinema para explorar as diversas representações sociais sobre as crianças e as infâncias modernas. Desde as imagens de uma infância como época de ouro da vida do homem, romanceada e naturalizada nas figuras de Emílio, Tom Sawyer e Peter Pan, de uma criança desprotegida (o garoto de Chaplin, Oliver Twist, Marcelino Pão e Vinho), até chegarmos a uma desconstrução destas primeiras imagens, quando assistimos ao cinema acolher as contribuições da psicanálise, abordando os conflitos vividos pela criança no processo de elaboração de seus impulsos libidinais e agressivos (Eu sou o Senhor do castelo, Cria Cuervos, Anjo Malvado). Surgem novas imagens de criança, como a criança que "mais ou menos atrapalha" (esqueceram de mim, o pestinha) e aquela que se torna o protagonista principal da história mostrando muitas vezes as especificidades das culturas infantis (Harry Potter, Desventuras em Séries, o Caçador de Pipas, Crônicas de Nárnia, Filhos do Paraíso). Nesta diversidade de temas sobre a infância, há espaço também para aqueles diretores que tratam as crianças como testemunhas oculares dos acontecimentos históricos, servindo de ícone para denúncia dos problemas do mundo adulto como guerras e regimes totalitários (o tambor, o labirinto do Fauno, o Império do Sol).

Algumas Sugestões de filmes:






  • Cría Cuervos. direção Carlos Saura, espanha, 1976.


  • O tambor, direção Volker Schlondorff , alemanha, 1979.

  • O Labirinto do fauno. direção Guillermo del Toro , espanha/Mexico/EUA, 2006.

  • Marcelino pão e vinho. direção Ladislao Vajda, espanha, 1955.


  • Filhos do paraiso. direção Majid Majidi, Irã, 1997.

  • Eu sou o senhor do castelo. direção Régis Wargnier, França, 1989.

  • O Império do sol. Direção Steven Spielberg. Eua, 1987.

  • Oliver Twist. direção Roman Polanski. Fra/Ita/Ing/Tchec, 2005.

  • Desventuras em série. direção Brad Silberling. Eua, 2004.

  • O jardim secreto. direção Agnieszka Holland. Eua, 1993.

Formação em Escola de Educação Infantil de Contagem discute concepções de criança e Infância








O encontro desta semana foi no Centro Municipal de Educação Infantil Mundo Maior, bairro Tijuca, município de Contagem. Localizada bem atrás do Zoológico a escola tem forte participação da comunidade. A instituição atende a aproximadamente 300 crianças de 0 a 5 anos, em dois turnos. 10 % das delas freqüentam a escola em horário de tempo integral. A escola pertencia a Fraternidade Espírita Bezerra de Menezes. As muitas modificações por que passou o prédio solucionou de forma simples e bem criativa problemas de espaço vivido também por muitas instituições. O espaço apesar de pequeno é bastante iluminado, arejado e (pode parecer contraditório mas não é!) amplo!
O encontro tinha como objetivo refletir sobre questões ligadas a concepções de criança e infância produzidas pelo campo de estudos da Sociologia e da Antropologia da criança e da infância.
Algumas questões de fundo orientaram o encontro:
- Quem são, afinal, as nossas crianças?
- O que identifica e distingue este grupo social internamente e relativamente a outros grupos?
- Que praticas e representações existem relacionadas com as crianças
- Como é que as crianças vêem o mundo em que vivem e como é que vêem a sua condição de crianças?
- Quais concepções de infância e de criança a escola trabalha? Quais suas implicações na formulação do seu projeto Pedagógico?

Iniciamos a conversa a partir de uma rápida leitura das imagens produzidas pela literatura, televisão e cinema sobre a criança e infância. São muitas as possibilidades que encontramos no cinema para explorar as diversas representações sociais que encontramos sobre a infância.
O encontro foi recheado com brincadeiras e reflexões sobre o trabalho desenvolvido na escola. Trabalhamos com as muitas (e quase sempre contraditórias) concepções de criança e infância que permeiam nossos discursos pedagógicos. Eles muitas vezes deslizam entre o discurso da valorização da criança naquilo que ela já é e aquele marcado pelo que falta a criança e o que ela poderá vir a ser. Ao mesmo tempo em que assistimos a uma crescente consciência pública dos direitos da criança, vemos também um desinvestimento na mesma, quando ela se torna um problema fazendo movimentar sentimentos ambíguos na hora de fazer vir ao mundo uma nova criança.
Ao final, tratamos pelo (já não tão novo) paradigma da infância apresentado por Allan Prout e Allison James naquilo que passou a ser chamado the New Social Studies of Childhood. (A idéia de infância como uma construção social, de caráter não universal nem tão pouco natural, uma variável da análise social, não dissociável de outras variáveis (gênero, etnia, classe), do seu caráter plural constatando a idéia da existência de muitas infâncias).
Está a disposição os slides da apresentação e o video (que infelizmente não passou) mas que vale a pena conferir. Chama-se a Invenção da Infância. Um abraço.








(Por que a Maisa faz tanto sucesso entre as crianças e os adultos?)

sábado, 18 de abril de 2009

Estatuto da Criança e do Adolescente ganha versão indigenista



Enviado por Rosário Carvalho:
03/04/2009 - 14h58

Redação 24HorasNews
Com a participação de colaboradores, a Funai elaborou a primeira versão do Estatuto da Criança e do Adolescente comentado à luz da legislação nacional e internacional e à luz da antropologia e dos direitos dos povos Indígenas. Na manhã desta quarta-feira (01), servidores do órgão indigenista discutiram pontos fundamentais, como o conceito de família, adoção, intervenção penal e da atuação dos Conselhos Tutelares, ressaltando sempre a importância de subsidiar o diálogo entre os Conselhos e as comunidades indígenas. Para democratizar o diálogo, foram convidados o Secretário Executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Benedito dos Santos, a Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Ella Wiecko Castilho, a antropóloga representante do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), Rita Laura Segato e a antropóloga representante da Comissão de Assuntos Indígenas da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Elaine Moreira Lauriola. O Secretário Executivo do Conanda, ressaltou a importância de universalizar os direitos da criança e do adolescente e definir as especificidades da população em geral, trabalhando as demandas locais. Segundo ele, Dourados/MS, por exemplo, tem um dos maiores números de população indígena e não tem um Conselho Tutelar, sendo que hoje existem 5 mil Conselhos Tutelares no Brasil, com 72 mil pessoas trabalhando para os direitos da Criança e Adolescente. Santos acredita que é necessário criar uma política de inclusão para as crianças indígenas. “É preciso juntar lideranças indígenas e Conselho Tutelar, construir novos códigos, negociar com as soberanias e ter a esperança de constituir o debate de forma mais eficaz”, esclareceu. Para a Antropóloga Elaine Lauriola, antes de tirar uma criança de sua aldeia é preciso pensar como ajudá-la, como trabalhar essa questão do ponto de vista antropológico, e nesse sentido pensar qual o papel do Conselho enquanto interventor. Os participantes concluíram que, ainda há muitas reflexões sobre o que fazer já que trata-se de um tema complexo e delicado. O debate culminou com o agendamento de uma grande reunião envolvendo lideranças indígenas para um diálogo jurídico, em Dourados/MS, com o objetivo de fomentar o diálogo de saberes e o pluralismo jurídico. Além disso, foi sugerida uma próxima reunião de trabalho, nas instalações da UnB, com advogados indígenas para discussão do ECA comentado, que contará, também, com a participação de acadêmicos do curso de Direito. Campanha “Índio Cidadão Brasileiro” A funai em seu trabalho junto aos povos indígenas, tem se deparado cada vez mais com questões que afetam os direitos das crianças e dos adolescentes indígenas. O ECA embora tenha como princípio o respeito à diversidade cultural das crianças e adolescentes brasileiros, tem gerado conflitos e preconceitos na sua aplicação junto aos povos indígenas, ao invés de garantir a proteção, como se propõe. Nesse sentido, a Funai promove desde 2004 a campanha “Índio Cidadão Brasileiro” pelo respeito ao direito diferenciado dos jovens e crianças indígenas na aplicação do ECA, com a realização de diversas oficinas para debate do tema. _______________________________Antropologia da Infância e da Criançahttp://groups.google.de/group/antr-infancia-crianca?hl=pt-BR

sábado, 11 de abril de 2009

A criança e a mídia...

" É necessário unir esforços para repensar as atividaes ludicas da criança, reorientando a utilização da TV, quer no lar, quer na escola, impedindo que ela seja mais um meio de escapismo às carências afetivas e ao isolamento infantil". Elza Dias Pacheco.

CONVITE: participação em programa de rádio da UFMG

"Pensar o Brasil, Pensar a Educação". O programa de rádio vai ao ar todas as segundas das 20hs as 22hs. Neste mês o tema de debate será a Educação Infantil estarei participando em uma discussão sobre o tema "Educação Infantil e Mídia". Sintonize na 104,5 FM ou pela internet http://www.ufmg.br/online/radio/
DIA: 27 de abril de 21:20 h as 22:00 h
participem! um abraço,

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Pesquisa revela que crianças de hoje brincam menos do que brincavam seus pais.

"O brincar faz das crianças adultos mais felizes!" Algum pai pode discordar desta afirmação? Certamente não. todavia por mais paradoxal que seja, a pesquisa realizada pela Ipsos Public Affairs para o Instituto Unilever/Omo
revelou contradições que atestam o abismo existente entre a visão do que é o universo lúdico ideal para as crianças e as projeções que os pais fazem para os seus filhos.

Apesar de 93% dos pais pesquisados concordarem com esta afirmativa, ao apontarem o que seria prioridade na vida infantil apenas 19 % das respostas colocam o brincar como prioridade, perdendo para a melhor qualidade do ensino nas escolas (56%) e atividades complementares como informatica e cursos de idiomas (32%).

A investigação começou em 2001 e foram realizadas entrevistas em 1014 domicílios, em 77 cidades em todo o pais, representando um universo de 31 milhões de pais e 24 milhões de crianças.

Outros resultados da pesquisa:

- 97% dos pais ouvidos pelo estudo apontam a TV, vídeos ou DVD no topo da lista das atividades realizadas pelas crianças;

-A primeira brincadeira que envolve atividade física só aparece no quarto lugar (andar de bicicleta, patinete, skate, patins, carrinho de rolimã);

- a escola é o local preferido que as crianças escolhem para realizarem suas brincadeiras; ainda assim outros espaços ainda permanecem como voltados para o brincar das crianças como o quintal e o quarto;

- 50% dos pais concordam com a possibilidade de reduzir o tempo de brincar de seus filhos;

- 97% dos pais acreditam que seu dever é preparar as crianças para o mercado de trabalho, adultos bem-sucedidos profissionalmente.

Uma questão me provoca neste estudo. Se os pais de hoje não valorizam o brincar de suas crianças e contribuem para a construção de uma infancia voltada para um adulto mais competitivo e preparado para o mercado de trabalho, talvez estejamos vislumbrando um futuro em que a vida nesta terra perca a beleza que tal prática proporciona hoje aos seus praticantes.

Conheça mais sobre a pesquisa: ela está disponível aqui no blog. acesse "pesquisas sobre a infancia". Um abraço...

segunda-feira, 16 de março de 2009

CONVITE para minha apresentação em Fórum sobre influencias da mídia na cultura infantil

XXVII Encontro anual Helena Antipoff, 24 a 27 de março Fundação Helena Antipoff, Ibirité, Minas Gerais.



Gostaria de convidá-los para um debate no dia 26 de março próximo de 9:00 as 11:30h , eu junto com Claudio Magalhães estaremos participando de uma mesa sobre a influencia da Mídia na Cultura Infantil. Tanto eu como Claudio produzimos pesquisas sobre a relação entre a televisão e a criança. Claudio publicou em 2007 sua pesquisa de mestrado em educação pela Autêntica com o título “Os Programas Infantis na TV – Teoria e Prática para Entender a Televisão Feita para Crianças”. Já no meu caso também no mestrado trabalhei com o estudo sobre a presença da tv nas brincadeiras das crianças. Pela mesma editora meu trabalho tem lançamento previsto para abril deste ano. Claudio aborda a relação entre a tv e a criança a partir de sua produção, eu abordo a questão do ponto de vista de sua recepção por grupos infantis.

A proposta da manha é promover um forum de discussão sobre esta temática. Participarão da mesa na condição de debatedores pesquisadores como a professora doutora da PUC-MG, Sandra Tosta, e representantes da TV Minas . A apresentação faz parte do encontro Anual da Fundação Helena Antipoff de Ibirité, Minas Gerais. Este ano o tema geral do encontro é dedicado ao estudo dos multiplos olhares sobre a Infancia na contemporaneidade. Além desta temática serão debatidos temas como maternagem e diversidade cultural, politicas publicas para a infancia, a patologização da infancia, isto alem de minicursos, exposições, filmes...



O encontro começa dia 24 e vai até o dia 27. Para quem queira participar do evento procure



maiores informações através do site: http://www.fundacaohantipoff.mg.gov.br/

terça-feira, 10 de março de 2009

SAIU O GUIA DE BRINQUEDOS E JOGOS - DESTAQUES 2008/2009


fonte: site abrinquedoteca http://www.abrinquedoteca.com.br/
O GUIA tem como proposta fornecer informações e orientações para pais e profissionais na hora de escolher ou propor brinquedos e jogos. Veja as contribuições dos brinquedos apresentadas pelos profissionais das creches e brinquedotecas que participaram desta edição. Os brinquedos estão classificados em: de exercício, Brinquedos Simbolicos/faz de conta, jogos de acoplagem/montagem e por fim os jogos de regras. Encontramos brinquedos indicados para crianças dos 3 meses até os 10 anos e, além da foto do produto, nome do fabricante, dimensões e sua descrição o guia aponta as contribuições do brinquedo para o desenvolvimento e socialização da criança.



Para acessar o GUIA clique no site acima. Lá voce também encontrará os brinquedos selecionados dos Guias dos anos anteriores. Maiores informaçõesTelefone(s): (11) 30453710

sábado, 28 de fevereiro de 2009

curso: Antropologia da infância

Publicado por Angela Nunes em 19/02/2009
Grupo: Antropologia da Infância e da Criança" antr-infancia-crianca@googlegroups.com

Proposta

Introduzir os mais recentes estudos antropológicos e sociológicos sobre crianças e infâncias é o objetivo deste curso, que vai apresentar pesquisas com crianças de diferentes culturas e os principais teóricos da área, entre eles, Mead, James & Prout, Qvortrup, Mouritsen, Corsaro, Sarmento e Sirota. Os encontros podem contribuir para as reflexões e pesquisas na área e para a construção de novos paradigmas em diálogo com a educação.

conteúdo
. Ciências Sociais e Infância: definições, teorias e pesquisas
. Crianças como construtoras de culturas e culturas infantis
. Elementos para uma sociologia da infância e antropologia das crianças
. O desaparecimento da infância, o futuro da infância, etnografia e pesquisas com crianças

carga horária: 30h

data : 10 encontros, às segundas; início: 09/03 término: 25/05 horário: 19h às 22h

vagas
30

professores
Adriana Friedmann, doutoranda em Antropologia pela PUC, mestre em metodologia do ensino pela UNICAMP, pedagoga pela USP, co-fundadora da Aliança pela Infância, coordenadora e docente do curso de pós-graduação em Educação Lúdica ISE Vera Cruz, autora de livros na área do brincar e da infância.
valor

individual
R$ 600,00matrícula R$ 180,00mensalidade de 3 x R$ 140,00
3 pessoas (cada)
R$ 550,00 matrícula R$ 160,00mensalidade de 3 x R$ 130,00
Mais informações:
http://www.veracruz.edu.br/?frame=paginas.php&id=160&unidade=4

CEVEC - Centro de Estudos Educacionais

Rua Baumann 73
05318 000 São Paulo SP
tel 11 3838 5992
fax 11 3838 5991

mailto:%20cevec@veracruz.edu.br
horário de atendimento
13h às 22h

Simposio em Buenos Aires analisa a participação das crianças e adolecentes em contextos educativos

Publicado por Maria Rosario G. Carvalho (UFBA) em 19/02/2009

Grupo: antropologia da infancia e da criança antr-infancia-crianca@googlegroups.com

Simpósio InternacionalEncontros etnográficos com crianças e adolescentes em contextos educativosBuenos Aires – Argentina5 e 6 de novembro de 2009 Centro de Antropología Social - Instituto de Desarrollo Económico ySocialAráoz 2838 – Ciudad de Buenos Aires


O simpósio pretende reunir trabalhos etnográficos que descrevam como as crianças e os/as adolescentes, em contextos educativos formais e informais, utilizam sua agência para se envolver nas dinâmicas sociais, políticas e culturais dos diversos cenários educativos em que participam. Entendemos esses cenários como imersos dentro de um mundo pós-colonial – que se sustenta por uma economia política globalizada(Castells, 2000a) - e onde as vidas cotidianas emergem atravessadas por uma diversidade de mundos culturais, mediados pelas dinâmicas sociais da diferença, da desigualdade e da desconexão (GarcíaCanclini, 2004). Dentro das formas de diversidade cultural existentes (gênero, sexualidade, etnicidade, geração, classe social, deficiência físicas etc.) existem numerosas práticas que promovem formas variadas de negociação e procuram superar as formas de poder e autoridade existentes e se orientar para políticas de afinidade (Haraway, 1991;Mouffe, 2005) mais equitativas nos seus modos de interação e comunicação social.Em função da compreensão e exploração do lugar das crianças e os/as adolescentes nestas dinâmicas, trabalharemos com a noção de encontros etnográficos de Johannes Fabian (2007), quem afirma que o “objetivo da antropologia (nós sugerimos também às ciências sociais, incluindo alingüística aplicada) ou seu desafio, é compreender (e demonstrar) a unidade da humanidade… alcançar esse objetivo depende do reconhecimento da presença ou da contemporaneidade das pessoas com quem e quem estudamos” (2007, p.3). No entanto, não resulta suficientemente evidente o lugar que as crianças e os/as adolescentes ocupam nessas dinâmicas, nem em que medida as etnografias anteriores os consideraram seriamente como atores contemporâneos.A literatura – com exceção de alguns estudos significativos – ainda costuma descrever esses atores como recipientes passivos do agenciamento adulto. Este simpósio tentará contribuir a reconhecer o lugar das crianças nos encontros etnográficos, favorecer odesenvolvimento do conhecimento das dinâmicas anteriormentemencionadas e afrontar os desafios metodológicos que a pesquisa com crianças apresenta. O simpósio oferecerá oportunidade para o intercâmbio entre acadêmicos, pesquisadores e profissionais que se preocupam e trabalham com esta abordagem.

Aceitaremos um número de trabalhos limitado (máximo 24), para garantirum alto grau de interação durante os dois dias de trabalho. É indispensável que os resumos mostrem de forma clara sua contribuiçãoteórica e metodológica para a temática proposta neste simpósio.Os integrantes do comitê organizador trabalharão durante o ano 2010 naorganização de um livro que contará com uma quantidade significativados trabalhos apresentados no simpósio e que será publicado em 2011.

Envio de trabalhos: até 30 de fevereiro pelo email: http://br.mc553.mail.yahoo.com/mc/compose?to=encuentrosetnograficos@gmail.com

Conferencia em setembro debate sobre a vida das crianças na Europa

Publicado por Angela Nunes em 21/02/2009



Grupo: Antropologia da Infância e da Criançahttp://groups.google.de/group/antr-infancia-crianca



A 9 ª Conferência da Europeia Sociological Association. Lisboa, Portugal, 2 a 5 de setembro 2009.



A conferência de Lisboa em Setembro oferece uma grande oportunidade para o diálogo eo debate sobre a vida das crianças na Europa. Esperamos que a conferência seja uma oportunidade não só de se concentrar sobre os temas que foram identificados antecipadamente, mas também para explorar novas idéias, questões e preocupações que são relevantes para a sociologia da infância e das crianças.

Temas em debate:

- A vida cotidiana das crianças nas sociedades europeias;

- Cidadania e Participação;

- Infância e dos direitos da criança;

- Trabalho Infantil e atividade econômica;

- O que torna uma 'boa' infância - crianças, saúde, bem estar;

- As questões teóricas e metodológicas na pesquisa Infância e Children's Lives.

mais informações pelo site: www.esa9thconference.com

Chamada de trabalhos VIII RAM GT-09 Antropologia e Educação

Noticia publicada por: Ana Gomes em 19/02/2009
GrupO: antr-infancia-crianca@googlegroups.com

Convidamos todos a participar e a divulgar para os interessados.
Um abraço,
Ana
VIII Reunión de Antropología del Mercosur
"Diversidad y poder en América Latina"Buenos Aires, Argentina29 de septiembre al 2 de octubre de 2009

Invitación a enviar resúmenes
GT9: "Antropología y educación". Diversidad y desigualdad en los nuevos contextos.

Gabriela Czarny http://br.mc553.mail.yahoo.com/mc/compose?to=gacza_2006@yahoo.com.mxAna Maria R. Gomes http://br.mc553.mail.yahoo.com/mc/compose?to=anagomes.bhz@terra.com.br
María Rosa Neufeld http://br.mc553.mail.yahoo.com/mc/compose?to=mneufeld@ciudad.com.ar
El campo temático de articulación entre Antropología y Educación – en desarrollo en América Latina hace ya tres décadas – agrupa actualmente un nutrido y creciente número de investigadores. Desde su inicio, y con peculiaridades que tienen que ver con los contextos nacionales y distintas tradiciones de investigación, se han problematizado los sentidos de la diversidad cultural en los ámbitos educativos, atravesados en nuestro continente por el peso de las relaciones de desigualdad y las políticas estatales. En este grupo de trabajo se esperan contribuciones en torno a estos debates sin perder de vista el contexto en el que se inscriben y por el cual se encuentran atravesados. Proponemos los siguientes ejes:
- Investigaciones que tomen como objeto los múltiples sentidos de infancia y juventud y las políticas sociales vinculadas con niños y jóvenes .
- Investigaciones sobre políticas y prácticas educativas vinculadas con poblaciones indígenas, afroamericanas y de inmigrantes y sus procesos socioculturales de enseñanza y aprendizaje.
- Investigaciones sobre las relaciones de las familias y /o comunidades y/o organizaciones de la sociedad civil con los espacios escolares.
Las coordinadoras realizarán la selección de presentaciones, teniendo en cuenta la pertinencia respecto de las líneas de trabajo propuestas, y el tiempo asignado al trabajo del Grupo.
Recordamos que la convocatoria para presentación de resúmenes se extiende hasta el 30 de Marzo de 2009. Los resúmenes deberán ser enviados por correo electrónico a todos los coordinadores del GT correspondiente, con copia a:
http://br.mc553.mail.yahoo.com/mc/compose?to=gt_ram2009@unsam.edu.ar
y el Asunto/Subject DEBE RESPETAR TEXTUALMENTE EL SIGUIENTE FORMATO:
GT [Número de GT] - RAM (p.e. "GT 9 - RAM") Forma de presentación de los resúmenes: Fuente Times New Roman 12, espaciado simple.Los resúmenes no deberán exceder las 300 palabras y deberán incluir: título de la ponencia, autores y pertenencias institucionales, 3 palabras clave.

Para otras informaciones: ver IV Circular, wwww.ram2009.unsam.edu.ar

sábado, 7 de fevereiro de 2009

carrinho de margarina


Outro dia, buscava um jeito novo de fazer um carrinho quando descobri esta nova possibilidade. Na verdade procurava o que fazer com as embalagens de amaciante de roupas que vinha juntando ha algum tempo. Gosto muito do desenho da embalagem principalmente da haste feita para carregá-la. Este carrinho além de bonito, é bastante resistente, facil de construir e consertar. Pra quem não tem chinelo velho a disposição pode usar a borracha de E.V.A de uma espessura maior (10 mm)voce encontra nas casas que vendem couros (em BH na rua Guarani, bem no centro da cidade).




No video apresento pelo menos duas possibilidades: um carrinho esportivo (rs!) e outro para carregar coisas, onde acrescento em cima do chassi uma embalagem de margarina. Se ainda tiverem dúvida sobre como fazer o carrinho deixem sua pergunta no comentário deste artigo que eu respondo. Assista ao vídeo! Um abraço!

video

sábado, 31 de janeiro de 2009

Município de Contagem realiza pesquisa sobre o brincar das crianças em suas escolas.

O município de Contagem está preocupado com a qualidade do brincar das crianças em suas escolas. A pesquisa é fruto da parceria que estabelecemos junto à Secretaria de Educação de Contagem desde agosto de 2008. Nosso objetivo inicial era avaliar as compras e propostas de utilização de brinquedos realizadas naquele ano pelas instituições de Educação Infantil do município. A partir desse diagnóstico, seriam formulados novos critérios para aquisição e manutenção do acervo de brinquedos das respectivas escolas. A proposta ganhou um novo rumo no momento em que foi incorporada à discussão a necessidade de se investigar o papel dos jogos e brincadeiras nas propostas pedagógicas que as escolas formulavam para a infância. Entendendo por infância um tempo vivido pela criança que atravessa as duas modalidades de Ensino- a Educação Infantil e o Ensino Fundamental-, tal proposta apresentou-se como uma oportunidade de reunir num mesmo eixo de trabalho os dois setores, promovendo assim um intenso diálogo entre ambos. Apesar de estarmos tratando de realidades e etapas de ensino diferentes, nas discussões sobre a prática de jogos e brincadeiras como possibilidade de ensino foi possível encontrar questões comuns pertinentes a ambas realidades.

  • Quais são os espaços e tempos da escola voltados para o brincar das crianças?
  • Que tipos ou modalidades de jogos e brincadeiras são realizadas pelos professores?
  • Com qual intensidade os jogos e brincadeiras encontram-se presentes no cotidiano escolar e que tipo de apropriação a escola faz deles, seja como elementos da formação mais geral ou como instrumentos de ensino de determinadas áreas do conhecimento?
  • Que tipos de jogos, brinquedos e brincadeiras estão presentes nas escolas e como os professores, diretores e pedagogos justificam seu uso e sua presença?
  • Que concepções sobre o papel dos jogos e brincadeiras na formação e educação da criança orientam e justificam as escolhas e propostas feitas por profissionais das escolas?
  • Quais problemas e desafios relacionados ao tema da pesquisa enfrentam as escolas? Estas são algumas das questões que se fizeram presentes na formulação deste questionário.

A equipe organizada para a realização da pesquisa foi composta por representantes tanto da Educação infantil quanto do Ensino fundamental. Durante a etapa de construção do questionário além das questões que a equipe formulou a partir das observações nas escolas, tivemos acesso a uma bibliografia que orientou-nos na formulação das questões a serem investigadas. Uma dessas referências foi a pesquisa coordenada pela professora Tizuko M. Kishimoto (o texto está em nosso blog) também de tipo survey, realizada na cidade de São Paulo, junto às instituições de Educação Infantil do município, de 1996 a 1998. Seu objetivo era realizar tanto a identificação dos brinquedos e materiais pedagógicos presentes nas instituições infantis quanto caracterizar seus usos e significações para profissionais que atuavam com crianças de 4 a 6 anos. Foi uma leitura muito rica que nos ajudou na formulação de nosso próprio questionário, na forma com elaboraram as questões e principalmente na forma como organizaram e classificaram os brinquedos.

Está programado para 2009 a aplicação do questionário junto as escolas e a análise dos dados coletados.

A Equipe:

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Divulgando pesquisas sobre a infância

Olá! estou criando hoje um espaço no blog para divulgar alguns trabalhos que considero relevantes sobre o campo de pesquisa da infancia. Como ficou comprovado no I GRUPECI- I seminário de grupos de pesquisa sobre crianças e infâncias que aconteceu em outubro do ano passado na Universidade de Juiz de Fora existem hoje muitos trabalhos significativos sobre o tema. Outros espaços também procuram reunir estas produções como a ANPED e a ANPOCS. Começo pelos trabalhos do grupo que faço parte: Infância, Aprendizagem da Cultura e Práticas Sociais da Faculdade de Educação da UFMG. Abaixo vai a proposta que une os trabalhos agora apresentados.

Coordenadores: Ana Rabelo Gomes e José Alfredo Debortoli.

O Grupo de Pesquisa “Infância, Aprendizagem da Cultura e Práticas Sociais” propõe enfatizar estudos que coloquem no centro de discussão a compreensão dos sentidos e dos significados das experiências de infância, buscando, para isso, aproximar-se de diferentes tempos, espaços sociais e maneiras de ser criança no cotidiano e no contexto contemporâneo. Enfrentamos, ainda, o desafio de investigar como as diferentes práticas culturais das infâncias contribuem para a construção de uma escola diferenciada. Assinalamos, nesse sentido, o esforço de articular e sistematizar possíveis diálogos entre diferentes campos disciplinares que têm como objeto de pesquisa as infâncias, entre elas a pedagogia, a sociologia da infância, a antropologia da criança, a antropologia urbana, a geografia, o urbanismo, a arquitetura, a educação física e os estudos do lazer.
Os dois ultimos textos são produções importantes que temos lido sobre a infancia. O primeiro foi apresentando no encontro da ANPOCS de 2007 escrito por Clarice Nunes e Maria do Rosário Carvalho propõe uma resenha critica das produções mais significativas sobre a antropologia da infancia desde final da década de 80. o segundo também é uma revisão agora sobre o campo da sociologia da infância.

Nos textos voces encontrarão além da bibliografia os e-mails dos autores.

Um abraço!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Museu dos Brinquedos de Belo Horizonte

Em Belo horizonte vamos encontrar um Museu muito interessante. Trata-se do Museu dos Brinquedos. Sua coleção é de aproximadamente 6 mil brinquedos e pertenciam a Luisa Azevedo Meyer. Durante sua vida ela reuniu brinquedos de vários lugares do Brasil e do mundo.

Segundo o próprio Museu sua missão é "conhecer, preservar e difundir o patrimônio cultural lúdico da infância no Brasil, fazendo-o de um instrumento de construção de identidades coletivas e de requalificação das experiências culturais, educativas e cidadãs da criança e do adulto".


Lá vamos encontrar uma infinidade de brinquedos que encantaram muitas gerações desde as antigas e belas bonecas de porcelana, passando por carrinhos, aviões, autoramas, o Lego e muito mais. O museu funciona numa antiga casa tombada pelo patrimônio. A concepção do seu espaço convida adultos e crianças a interagirem com os objetos de forma lúdica aproximando-se muito do universo doméstico, como numa das salas em que os brinquedos ficam guardados em gavetas de um enorme armário (como aqueles da casa da avó que as crianças adoram mexer). Em outra parede, um mapa mundi indentifica os lugares do mundo de origem dos brinquedos daquela sala.
Junto com a exposição o museu oferece oficinas de construção de brinquedos e brincadeiras.

O museu funciona de segunda a sábado. Recebe escolas desde que agendado previamente. No momento seus organizadores pretendem disponibilizar maiores informações do seu acervo em seu proprio site. Vale a pena conferir.

Endereço: Avenida Afonso Pena 2564 bairro Funcionários. Belo Horizonte, Minas Gerais.
Telefone: (031) 3261-3992
www.museudosbrinquedos.org.br

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sobre a importância dos museus dos brinquedos para a infância






Os museus dos brinquedos nos abrem grandes possibilidades de investigação sobre a infância.

Visitar um museu de brinquedos nos coloca num diálogo com a memória e com o imaginário construído sobre a infância. Propõe um olhar especial para o mundo tendo a criança como destinatário desta produção. Nele vamos encontrar diversos objetos criados e mesmo transformados pelos adultos para que produzissem um discurso cultural para as crianças sobre o que seria a sociedade. De objetos voltados para o brincar da criança o brinquedo torna-se registro da história. Em cada brinquedo guardado ali se constitui história condensada, que aglutina contradições, diz e cala, valoriza e omite, nos conta. É como nos afirma Sônia Kramer: “Penso que, no museu, o mais importante não é o que vemos, mas que possamos construir um modo de olhar em que razão e sensibilidade aliadas teçam uma maneira crítica e sensível de ver as coisas e de compreender suas histórias”.

Vamos encontrar nos brinquedos uma infinidade de universos representados (mundo da guerra, tecnológico, dos contos de fadas, profissões, da casa, dos desenhos animados e muitos outros).
Seria mais apropriado dizer que os brinquedos são objetos polifônicos no sentido de que são atravessados por diversos discursos sobre a infância. A partir destes objetos iniciamos um intenso diálogo
• com as imagens de infância guardadas em nossa memória e de outras gerações;
• com as diversas e contraditórias representações de criança e da infância, frutos das práticas culturais estabelecidas na relação adulto-criança;
• com as teorias científicas sobre a relação entre o brinquedo e o desenvolvimento infantil;
• com o jogo entre o brinquedo, a cultura de massas (televisão, cinema, literatura infantil) a indústria cultural do brinquedo e a cultura popular e, por fim, mas não menos importante
• nosso diálogo com a criança que brinca.
Há que se considerar que o brinquedo, por ser um objeto destinado à criança passa por várias modificações e transformações, como a miniaturização, a supressão de detalhes, sua estilização.

A análise da produção dos brinquedos vai nos remeter a diferenciadas formas de administração simbólica da infância. Neste sentido, dizer que a produção dos brinquedos está orientada pela administração simbólica de uma determinada infância significa também afirmar que existe uma diversidade de concepções de brinquedos tanto como existem diferentes matrizes de administração simbólica da infância. Se existem assim tantas imagens diferentes e contraditórias sobre a infância como elas se refletem nos brinquedos produzidos?
No museu temos a real idéia da diversidade que existe num mesmo brinquedo produzido por várias culturas. Ela pode ser tanto regional quanto étnica. Estaríamos assim analisando por exemplo brinquedos produzidos segundo as regiões (brinquedos populares do nordeste, brinquedos da região amazônica) segundo grupos étnicos diferenciados como grupos indígenas (Karajá, Maxakali, Tikuna), comunidades quilombolas, grupos ciganos, crianças dos espaços urbanos e rurais e, não menos importante, os brinquedos produzidos pelos próprios grupos infantis.
Ademais, tendo em vista que através do brincar/brinquedo as crianças percebem afinidades, aprendem a multiplicidade das formas e sentidos e redefinem as coisas retirando-as do seu contexto original para dar-lhes uma nova significação, o brinquedo pode ser usado como suporte de confrontações com significações culturais que se enxertam na dimensão material dos mesmos.
Em nosso blog apresentamos algumas sugestões de sites de museus. Confira!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Um pouco sobre os karakuri

Sou um afixionado por brinquedos com movimentos. Um de meus passatempos favoritos é criar novas soluções para introduzir movimentos nos brinquedos que construo. Foi assim que me interessei pelos brinquedos tradicionais japoneses, os Karakuri. Os Karakuri são brinquedos tradicionais japoneses que datam do seculo 17. Feitos de madeira possuem intrincados mecanismos a partir de cordas retorcidas, roldanas e fios que movimentam os personagens em cima das caixas. O que mais me fascina neles são os complexos movimentos aliados a situações e personagens que fazem parte da cultura japonesa, como o fantástico arqueiro que está no vídeo deste artigo. O arqueiro boneco realiza o mesmo ritual composto pelos gestos de mãos, cabeça, olhar, postura similares a um arqueiro real. Acreditem, parece de verdade! No Japão, os brinquedos infantis também são simbolos das história e costumes do país. Karakuri é de grande influência na cultura japonesa até hoje, justamente pela mistura da tradição, da filosofia espiritual e da tecnologia.



video

"Durante o fechamento do país para o
mundo, no período Edo (1603-1868), quando o Japão desenvolveu uma cultura própria, as bonecas eram vistas como amuleto para afastar pragas de plantações ou garantir um bom parto. Foi então que surgiram as karakuri, bonecas que tocavam instrumentos e dançavam através de um sistema simples de cordas retorcidas, roldanas e fios". (www.animepro.com)


Karakuri são marionetes mecanizadas. A palavra "karakuri" significa um"dispositivo mecânico para provoques, truque, ou ter uma pessoa de surpresa" . Implica elemento de magia, ou mistério. Em ningyō japonês é escrito com as duas personagens distintas, ou seja, pessoa e forma. Pode ser traduzido como fantoche, mas também pelo boneco ou efígie. Elas influenciaram o teatro Noh, o Kabuki e o Bunraku .


Encontramos diversos Karakuris com seus personagens se envolvendo em diversas situações como um passaro alimentando seus filhotes, um aviador se preparando para voar, um robô em movimento, dois macacos lutadores, um arqueiro atirando flexas...
Vale a pena conhecer. Um abraço!

Karakuris By Keisuke Saka

Fontes:
Wikepédia
www.coochicoos.com/toys/paper_toy_karakuri_models_by_k.htm
http://www.bemlegaus.com

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio by Almanaque Brasil

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio parte 2 by Amanaque Brasil