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UFMG EDUCATIVA: entrevista brinquedos e brincadeiras e formação da criança

FAZ ASSIM! CANTORIAS E BRINCADEIRAS INFANTIS

OUÇA AQUI AS PRIMEIRAS MÚSICAS DE NOSSO CD: produção: Claudio Emanuel, Marilza Máximo e Rogério Correia Direção Musical: Silvia Lima e Christiano Souza Oliveira

Faz assim!

Despedida/ Samba mais eu

territorio do brincar

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Oficina do Barbatuques (Percussão Corporal) em BH - IMPERDÍVEL !!!!


By Elizangela Sousa
Imperdível
Para todas as idades
Percussão corporal com Lu Horta do Barbatuques
Veja mais em anexo

Cântaro - Centro de Desenvolvimento musical
tel: 31-3344 3236 Belo Horizonte
cantaro@cantaro.com.br

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Divulgação do cd FAZ ASSIM! Encontro com chico dos bonecos na UFMG

Olá,
no inicio do mes de agosto encontramos com Chico dos Bonecos na recepção dos alunos do curso de Pedagogia na UFMG. Cláudio esteve presente e o chico nos mandou um recado. Chico, em breve posto a brincadeira que voce pediu... um abraço....

"Cláudio Sapitucas,
saudações tonitruantes!

Gostei muitíssimo das suas mirabolâncias abracadabrantes! Maravilha!!

Agora, um pedido...

Como posso aprender aquela genial e surrealista brincadeira do "corpo humano é dividido em três partes: Batman..." Tem um vídeo no youtube??? Quero ensinar para o Estêvão.

Grande abraço,
enorme carinho.

Chico Sapituca"


Olá Compadrão Chico

pra mim foi do caramba!!!! Esperamos fazer algo com vc aí em SAMPA, adoraríamos!!!

Vou pedir ao Rogerim para podermos gravar as cenas e colocar no nosso BLOG!! Tão logo

Abraços sapitucanteess!!

sábado, 14 de agosto de 2010

MUSEU VIRTUAL DOS BRINQUEDOS POPULARES: BOCA DE SAPO



Olá,
hoje de manhã participei de um encontro na escola Diversitas em Contagem e as professoras me ensinaram o brinquedo da boca de sapo. Chegando em casa eu e minha filha refizemos o brinquedo para postar no blog. CLIQUE AQUI, veja e confira como se constroi o brinquedo, um abraço

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um abraço para as professoras de João Pinheiro, Minas Gerais

Olá,
queria mandar um abraço especial para as professoras de Educação Infantil da cidade de João Pinheiro que participaram do nosso encontro de formação no último sábado. Não pude tirar fotos dos encontros e pediria para quem tivesse alguma por favor me enviasse. O espaço está aberto para comentarios e recados. É só clicar na parte comentários que aparece logo abaixo desta postagem. Um abraço pra todos!

domingo, 8 de agosto de 2010

Crianças indígenas: o lugar das crianças na sociedade Maxakali



O grupo indígena Maxakali habita territórios na região do Vale do Mucuri, região nordeste de Minas Gerais, divisa com o Estado da Bahia. São em torno de 1200 individuos, sendo cerca de 3/5 constituido por crianças. São falantes da lingua Maxakali,tronco linguistico macro-jê. Encontramos no trabalho de Myrian Martins ÁLVARES (2004) importantes reflexões sobre a aprendizagem, a transmissão de conhecimentos e o desenvolvimento infantil da criança Maxakali, e suas inter-relações com a escola indígena diferenciada. Boa parte de suas reflexões são referenciadas a sua pesquisa de mestrado ligada ao campo da etnologia indigena (ALVARES: 1992), quando tratou de aspectos ligados a construção da pessoa e a corporalidade expressas na cosmologia e sociabilidade do grupo Maxakali, tendo como um dos principais focos de analise o ritual dos yãmiy (espíritos do canto) dentre eles o Taxtakox, ritual de iniciação xamãnica dos meninos que marca sua entrada na casa dos homens (kuxex).


Seu trabalho passou a ganhar outro foco de atenção principalmente a partir de sua experiência como pesquisadora e também consultora no processo de implantação das escolas indígenas em Minas Gerais (ALVARES: 1999; ALVARES et alli: 2001; ALVARES et alli: 2003) quando tomou como fonte de preocupação as relações entre a cultura Maxakali e o processo de domesticação da escola. Trataremos aqui do primeiro grupo de questões.
Algumas afirmações da autora definem bem o lugar da criança Maxakali em seu grupo social e nas redes de sociabilidade que constrói juntamente com os adultos: “a criança é o fio que tece as várias dimensões da sociabilidade Maxakali.” Alguns exemplos do cotidiano de vida do grupo dão mostras deste lugar ocupado pela criança. Por exemplo, constitui uma prática comum entre os adultos falarem através das crianças, num diálogo indireto com os interlocutores e tendo a criança como mediadora das relações sociais. Elas podem atuar também na reconciliação ou reconstrução de relações rompidas. Quando uma mãe retorna com seus filhos a sua família de origem, após separar-se de seu antigo cônjuge, ela envia primeiramente as crianças para em seguida retornar com o objetivo de tomar conta delas. Exemplo parecido acontece quando dois chefes de famílias extensas que estejam com relações estremecidas iniciam negociações de paz, enviando respectivamente seus “diplomatas”, seus netos. Como mesmo explica a autora: “a livre circulação das crianças significa paz e harmonia entre as pessoas, sua ausência, significa hostilidade e estranhamento” (ALVARES, 2004: 54).
Os meninos também atuam como mensageiros entre os diversos grupos familiares, principalmente durante os rituais que acontecem no Kuxex quando todos os homens se dirigem a casa de religião e as mulheres são proibidas de la entrarem. Quando isto acontece, os meninos fazem a comunicação entre as duas casas. Neste momento, a autora destaca o importante papel dos meninos que atuam como ligação entre duas partes da sociedade ritualmente separadas, dos universos masculinos e femininos respectivamente.
O lugar da criança na sociedade maxakali é analisada pela autora do ponto de vista dos rituais de Yãmixop. As crianças são aquilo que se troca entre os espíritos e os humanos como sinal de sua aliança. Isto acontece durante o ritual de iniciação xamânica do menino, o Taxtakox, quando as mulheres e os espíritos trocam entre si crianças. “ os espíritos trazem de volta para as mães os seus filhos mortos ainda crianças, para que possam voltar todos os anos para dançar e cantar para os vivos e para que as mães possam alimentá-los novamente. Em troca, elas entregam seus filhos vivos para serem iniciados na casa cerimonial dos homens”. (ALVARES, 2004: 57)
No ritual, os meninos vão para a casa dos homens e permanecem por um mês. Serão separados das mães e lá farão suas refeições e serão introduzidos nas dimensões secretas do domínio sagrado de sua cultura.
O processo de aprendizagem das crianças e adultos Maxakali para se tornarem humanos completos passa pela aquisição de yãmiy (espíritos). São os pais ou outro parente mais próximo que inicialmente passam seus próprios yãmiy para seus filhos, uma vez que já se tornaram pessoas completas. Todavia, a posse de um espírito só pode ser efetivada através do conhecimento. É um processo longo que pode demorar a vida inteira, porque para os Maxakali, o conhecimento pertence aos espíritos que trazem para os humanos. Os rituais seriam neste sentido momento de aprendizado e troca entre os espíritos e os humanos. O processo de aprendizagem condiz em transformar “a palavra em canto” ou, melhor dizendo, “a pessoa humana é palavra e seu destino é transformar-se canto”. Os espíritos são seres cantores, na realidade os próprios cantos. Após a morte o destino da alma dos viventes é transformar-se em yãmiy. Os yãmiy que vem cantar com os humanos são ainda crianças. Quando crescerem estes yãmiy mandarão seus filhos. Da mesma forma que os humanos, os yãmiy também passam por um longo processo de formação e maturação para desenvolverem-se.
Neste processo de maturação que se inicia na infância ocupa um importante papel a instrução dada pelos parentes das crianças, normalmente os avós em momentos fora do ritual.


Por fim, a autora destaca a importância do ritual na vida e no aprendizado entre os Maxakali: “o conhecimento precisa ser transformado em experiência vivida ritualmente no próprio corpo. É esta experiência ritual que possui o poder de construir a pessoa e torná-la um ser humano completo” (ALVARES: 2004:62).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ALVAREZ, M.. “Kitoko Maxakali: A criança indígena e os processos de formação, aprendizagem e escolarização”, Revista ANTHROPOLÓGICAS, ano 8, volume 15(1): 49-78, 2004.

* ACESSE TAMBÉM O BLOG DO PESQUISADOR CHARLES BICALHO MAXAKALI.BLOGSPOT.COM

domingo, 1 de agosto de 2010

Divulgando estudos sobre as crianças indígenas

Para quem se interessa pela tematica da infancia indígena, principalmente sobre as crianças Pataxó, aproveito para divulgar tres interessantes estudos um site. O primeiro é a dissertação de mestrado escrita por Levindo Diniz Carvalho. Trata-se de um estudo comparativo entre o universo de brincadeiras de crianças Pataxó de Carmesia (MG) e de crianças moradoras do bairro Taquaril, periferia de Belo Horizonte. O autor apresentou um artigo falando do seu trabalho no encontro da Anped de 2007. Para ter acesso ao texto CLIQUE AQUI!

O segundo trabalho é uma monografia trata de um estudo do campo da antropologia escrito por Sarah Siqueira Miranda e tem como título: a Construção da Identidade Pataxó: práticas e significados da experiência cotidiana entre crianças da Coroa Vermelha. Para ter acesso ao texto integral CLIQUE AQUI!


Para professores que queiram desenvolver trabalhos sobre crianças indigenas com seus alunos indicamos o site do ISA (Instituto Socio Ambiental) "Povos Indígenas no Brasil Mirim"

Lá voces encontrarão além de belissimas fotos de crianças indigenas de várias etnias, terão também acessoa a algumas de suas brincadeiras, seus mitos, pinturas corporais, além de dados gerais sobre as populações indigenas no Brasil. Para acessar ao site CLIQUE AQUI!

Por fim, divulgamos um belíssimo trabalho realizado pelo SESC sobre jogos e brincadeiras do povo Kalapalo do Alto Xingu. Acompanha livro (272 paginas ricamente ilustrado) e DVD documentario sobre a cultura e brincadeiras do grupo. Para maiores informações sobre este trabalho CLIQUE AQUI!



Assista a uma das 25 brincadeiras dos Kalapalo no vídeo que postei no inicio do blog.

BOAS LEITURAS!UM ABRAÇO,

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio by Almanaque Brasil

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio parte 2 by Amanaque Brasil