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UFMG EDUCATIVA: entrevista brinquedos e brincadeiras e formação da criança

FAZ ASSIM! CANTORIAS E BRINCADEIRAS INFANTIS

OUÇA AQUI AS PRIMEIRAS MÚSICAS DE NOSSO CD: produção: Claudio Emanuel, Marilza Máximo e Rogério Correia Direção Musical: Silvia Lima e Christiano Souza Oliveira

Faz assim!

Despedida/ Samba mais eu

territorio do brincar

sábado, 4 de julho de 2009

o brincar pode desenvolver a autonomia da criança? como?

Neste sábado, dia 04 de julho conversei com a equipe de profissionais da escola Polo São Judas Tadeu, do bairro Nova Contagem, Contagem Minas Gerais. Um dos assuntos do encontro foi tratar o brincar na instituição a partir da proposta dos indicadores da qualidade na educação Infantil, documento proposto pelo MEC neste ano. Vejamos uma das questões:

As professoras incentivam as crianças a escolher brincadeiras, brinquedos e materiais?

Ao discutirmos as respostas dadas pelas professoras, chegamos a conclusão que uma prática muito presente nas brincadeiras com as crianças na escola é a pouca participação das crianças na escolha e a pouca oferta de opçoes. Quando todos brincam da mesma brincadeira, normalmente sugerida pela professora, manipulando um mesmo brinquedo (p. ex. lego, pulando corda). Uma das professoras perguntou mas como fica nossa intenção de oferecer, ensinar novas brincadeiras para as crianças? Sobre este ponto relatei que em minha experiencia tenho levado em consideração a possibilidade de construir propostas junto com as crianças e oferecer muitas possibilidades de brinquedos e materiais. Do que vamos brincar hoje? É uma pergunta que não pode faltar. Mesmo assim, quando brinco com todas as crianças juntas com uma brincadeira sugerida por elas (e se a brincadeira assim permite) sempre considero que um grupo será flutuante, não participará desta brincadeira que realizamos, mas pode voltar quando outra se inicia. Uso esta flutuação das crianças como um termometro que indica que a brincadeira deve mudar (quando o grupo fora da brincadeira é maior que o de dentro). Normalmente prefiro brincar com pequenos grupos enquanto as demais crianças estão brincando ou no parquinho ou com outras brincadeiras simultaneamente. Primeiro apresento uma serie de materiais, ou um espaço (parquinho) em que as crianças escolham e dividam-se em grupos para brincarem (bolas, peteca, corda, pneus, casinha de bonecas). Se tenho um brinquedo novo ou uma brincadeira nova a ensinar (principalmente se a brincadeira envolve pequenos grupos), faço convite a um grupo menor de crianças e durante aquele tempo me proponho a ensiná-la. A ação desperta o interesse das demais mas pelo limite de integrantes que a propria ação impoe, a criança interessada aguarda a desistencia de um dos jogadores para entrar e isto certamente acontece. As crianças entram e saem da brincadeira o tempo todo mas ela acontece mesmo assim. Oferecê-la diariamente, enquanto o grupo se mostra interessado vai conquistando novos adeptos e jogadores, até que ela torna-se autonoma como os demais jogos, vira um jogo do grupo.

Uma coisa interessante que surge desta diversidade de atividades que ocorrem simultaneamente é que o professor surge como um mediador de conflitos, como incentivador de novas brincadeiras, trazendo novas idéias, buscando junto com as crianças novas soluções para seus projetos e dá visibilidade aos processos de aprendizagem que acontecem entre as proprias crianças.

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio by Almanaque Brasil

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio parte 2 by Amanaque Brasil