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UFMG EDUCATIVA: entrevista brinquedos e brincadeiras e formação da criança

FAZ ASSIM! CANTORIAS E BRINCADEIRAS INFANTIS

OUÇA AQUI AS PRIMEIRAS MÚSICAS DE NOSSO CD: produção: Claudio Emanuel, Marilza Máximo e Rogério Correia Direção Musical: Silvia Lima e Christiano Souza Oliveira

Faz assim!

Despedida/ Samba mais eu

territorio do brincar

sábado, 25 de abril de 2009

O brincar e um novo projeto para a infância


No último sábado, dia 27 eu e minha esposa Marlene nos encontramos com as professoras, coordenação e direção da Escola Municipal Deputado Jorge Ferraz, localizada no bairro Jardim Riacho, em Contagem. A escola funciona em dois turnos e atende a crianças de 3 a 9 anos de idade. São mais de 400 crianças, sendo 120 delas com idades até 6 anos.
É uma escola que investe no brincar de suas crianças. Alguns fatos podem comprovar o que digo:


- A escola faz uso de seus muitos e amplos espaços livres: quadra, parque de brinquedos, patio coberto e pequenas áreas livres;

- Os brinquedos são descentralizados, distrubuidos nas salas de aula;

- O grupo investe em formação sistemática de sua equipe de professores;

- a escola desenvolve vários projetos e e com eles novas possibilidades de reflexão sobre o brincar;

- a escola não somente capta recursos para compra de brinquedos como também os conseguem através da doação. Sistematicamente os brinquedos estão presentes em sua rotina, sejam eles pedagógicos ou voltados para o jogo simbólico. No ano passado a escola teve um projeto premiado pela Fundação Arcor intitulado "Recreio Solidário". A doação e a compra com recursos da propria prefeitura e a construção de brinquedos de sucata também se fazem presentes.


- A escola investe sempre em novos projetos voltados para o brincar, como o projeto de brinquedos tradicionais quando pretendem confeccionar uma mala com vários brinquedos e a construção de um pequeno anfiteatro.


Na nossa conversa (sempre com a presença de brincadeiras) sobre o brincar na institução fiz alguns comentários sobre problemas que enfrentam comuns a muitos outros espaços de educação infantil como da escolha e da manutenção do parque de brinquedos e a organização dos tempos e espaços voltados para o brincar.

Sugeri que uma proposta de diversificar ainda mais os espaços abertos que dispõem seria um caminho interessante. A construção de pequenos espaços voltados para o lazer como bancos e chuveiros, pequenas apresentações artísticas, voltados para as artes e de construir brinquedos por estes espaços que não ficassem apenas circunscritos a um espaço fechado (parquinho) para que fosse utilizado diariamente como grandes manilhas (sugestão da supervisora) rampas que possibilitassem escalar, escorregadores...
Outra idéia seria aumentar o tempo destinado as brincadeiras das crianças.

Um ponto alto do encontro foi a discussão sobre qual projeto de infancia a escola desenha (ou que deseja) para as suas crianças. A fim avaliar o brincar que acontece na escola deveríamos analisar o seu papel em relação as configurações da infancia de hoje. O polêmico vídeo-documentário a Invenção da Infância (que aborda de forma brilhante a discussão sobre um provável desaparecimento da idéia da infância como foi concebida na Idade Moderna- VEJA O FILME ATRAVÉS DO LINK ACIMA) deu suporte as discussões.
Diante de diversas práticas sociais que nos revelam o retrato de uma infância marcado pelo desinvestimento de nossa sociedade na garantia de melhor qualidade de vida de nossas crianças (um brincar da criança que é reduzido e cuja figura do adulto é cada vez mais ausente, da redução de espaços de encontros dos grupos infantis (ruas, praças, de uma cidade que não foi feita para elas) e da presença cada vez maior dos jogos eletrônicos, do computador e da televisão no dia-a-dia da criança), reforçamos no encontro a importância da escola no seu papel de contribuir de forma significativa para o desenho (é algo que se constrói todo dia, afinal não sejamos apocalípticos!) de um novo projeto de infância para e com a participação das crianças. Com mais brincadeiras, é claro! Um abraço!


quinta-feira, 23 de abril de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO: A INFANCIA NA MÍDIA

Demorou mas chegou! Pessoal, gostaria de convidá-los para o lançamento do livro A Infância na Mídia. Nele, eu juntamente com um grupo de pesquisadores escrevemos sobre as relações entre a criança e os meios de comunicação de massa. Meu artigo vai tratar das relações entre a televisão e o brincar das crianças. O livro sai pela Autêntica. Uma das organizadoras é minha colega professora da PUC/Minas, Sandra Tosta (um abraço Sandra!)

O Endereço:
livraria ouvidor
Rua Fernandes Tourinho, 253, Funcionários – Belo Horizonte-MG
16 de maio • sábado
10h30


ESPERO VOCES LÁ, UM ABRAÇO!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A INFÂNCIA VAI AO CINEMA: Concepções de infância e criança a partir dos filmes




São muitas as possibilidades que encontramos no cinema para explorar as diversas representações sociais sobre as crianças e as infâncias modernas. Desde as imagens de uma infância como época de ouro da vida do homem, romanceada e naturalizada nas figuras de Emílio, Tom Sawyer e Peter Pan, de uma criança desprotegida (o garoto de Chaplin, Oliver Twist, Marcelino Pão e Vinho), até chegarmos a uma desconstrução destas primeiras imagens, quando assistimos ao cinema acolher as contribuições da psicanálise, abordando os conflitos vividos pela criança no processo de elaboração de seus impulsos libidinais e agressivos (Eu sou o Senhor do castelo, Cria Cuervos, Anjo Malvado). Surgem novas imagens de criança, como a criança que "mais ou menos atrapalha" (esqueceram de mim, o pestinha) e aquela que se torna o protagonista principal da história mostrando muitas vezes as especificidades das culturas infantis (Harry Potter, Desventuras em Séries, o Caçador de Pipas, Crônicas de Nárnia, Filhos do Paraíso). Nesta diversidade de temas sobre a infância, há espaço também para aqueles diretores que tratam as crianças como testemunhas oculares dos acontecimentos históricos, servindo de ícone para denúncia dos problemas do mundo adulto como guerras e regimes totalitários (o tambor, o labirinto do Fauno, o Império do Sol).

Algumas Sugestões de filmes:






  • Cría Cuervos. direção Carlos Saura, espanha, 1976.


  • O tambor, direção Volker Schlondorff , alemanha, 1979.

  • O Labirinto do fauno. direção Guillermo del Toro , espanha/Mexico/EUA, 2006.

  • Marcelino pão e vinho. direção Ladislao Vajda, espanha, 1955.


  • Filhos do paraiso. direção Majid Majidi, Irã, 1997.

  • Eu sou o senhor do castelo. direção Régis Wargnier, França, 1989.

  • O Império do sol. Direção Steven Spielberg. Eua, 1987.

  • Oliver Twist. direção Roman Polanski. Fra/Ita/Ing/Tchec, 2005.

  • Desventuras em série. direção Brad Silberling. Eua, 2004.

  • O jardim secreto. direção Agnieszka Holland. Eua, 1993.

Formação em Escola de Educação Infantil de Contagem discute concepções de criança e Infância








O encontro desta semana foi no Centro Municipal de Educação Infantil Mundo Maior, bairro Tijuca, município de Contagem. Localizada bem atrás do Zoológico a escola tem forte participação da comunidade. A instituição atende a aproximadamente 300 crianças de 0 a 5 anos, em dois turnos. 10 % das delas freqüentam a escola em horário de tempo integral. A escola pertencia a Fraternidade Espírita Bezerra de Menezes. As muitas modificações por que passou o prédio solucionou de forma simples e bem criativa problemas de espaço vivido também por muitas instituições. O espaço apesar de pequeno é bastante iluminado, arejado e (pode parecer contraditório mas não é!) amplo!
O encontro tinha como objetivo refletir sobre questões ligadas a concepções de criança e infância produzidas pelo campo de estudos da Sociologia e da Antropologia da criança e da infância.
Algumas questões de fundo orientaram o encontro:
- Quem são, afinal, as nossas crianças?
- O que identifica e distingue este grupo social internamente e relativamente a outros grupos?
- Que praticas e representações existem relacionadas com as crianças
- Como é que as crianças vêem o mundo em que vivem e como é que vêem a sua condição de crianças?
- Quais concepções de infância e de criança a escola trabalha? Quais suas implicações na formulação do seu projeto Pedagógico?

Iniciamos a conversa a partir de uma rápida leitura das imagens produzidas pela literatura, televisão e cinema sobre a criança e infância. São muitas as possibilidades que encontramos no cinema para explorar as diversas representações sociais que encontramos sobre a infância.
O encontro foi recheado com brincadeiras e reflexões sobre o trabalho desenvolvido na escola. Trabalhamos com as muitas (e quase sempre contraditórias) concepções de criança e infância que permeiam nossos discursos pedagógicos. Eles muitas vezes deslizam entre o discurso da valorização da criança naquilo que ela já é e aquele marcado pelo que falta a criança e o que ela poderá vir a ser. Ao mesmo tempo em que assistimos a uma crescente consciência pública dos direitos da criança, vemos também um desinvestimento na mesma, quando ela se torna um problema fazendo movimentar sentimentos ambíguos na hora de fazer vir ao mundo uma nova criança.
Ao final, tratamos pelo (já não tão novo) paradigma da infância apresentado por Allan Prout e Allison James naquilo que passou a ser chamado the New Social Studies of Childhood. (A idéia de infância como uma construção social, de caráter não universal nem tão pouco natural, uma variável da análise social, não dissociável de outras variáveis (gênero, etnia, classe), do seu caráter plural constatando a idéia da existência de muitas infâncias).
Está a disposição os slides da apresentação e o video (que infelizmente não passou) mas que vale a pena conferir. Chama-se a Invenção da Infância. Um abraço.








(Por que a Maisa faz tanto sucesso entre as crianças e os adultos?)

sábado, 18 de abril de 2009

Estatuto da Criança e do Adolescente ganha versão indigenista



Enviado por Rosário Carvalho:
03/04/2009 - 14h58

Redação 24HorasNews
Com a participação de colaboradores, a Funai elaborou a primeira versão do Estatuto da Criança e do Adolescente comentado à luz da legislação nacional e internacional e à luz da antropologia e dos direitos dos povos Indígenas. Na manhã desta quarta-feira (01), servidores do órgão indigenista discutiram pontos fundamentais, como o conceito de família, adoção, intervenção penal e da atuação dos Conselhos Tutelares, ressaltando sempre a importância de subsidiar o diálogo entre os Conselhos e as comunidades indígenas. Para democratizar o diálogo, foram convidados o Secretário Executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Benedito dos Santos, a Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Ella Wiecko Castilho, a antropóloga representante do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), Rita Laura Segato e a antropóloga representante da Comissão de Assuntos Indígenas da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Elaine Moreira Lauriola. O Secretário Executivo do Conanda, ressaltou a importância de universalizar os direitos da criança e do adolescente e definir as especificidades da população em geral, trabalhando as demandas locais. Segundo ele, Dourados/MS, por exemplo, tem um dos maiores números de população indígena e não tem um Conselho Tutelar, sendo que hoje existem 5 mil Conselhos Tutelares no Brasil, com 72 mil pessoas trabalhando para os direitos da Criança e Adolescente. Santos acredita que é necessário criar uma política de inclusão para as crianças indígenas. “É preciso juntar lideranças indígenas e Conselho Tutelar, construir novos códigos, negociar com as soberanias e ter a esperança de constituir o debate de forma mais eficaz”, esclareceu. Para a Antropóloga Elaine Lauriola, antes de tirar uma criança de sua aldeia é preciso pensar como ajudá-la, como trabalhar essa questão do ponto de vista antropológico, e nesse sentido pensar qual o papel do Conselho enquanto interventor. Os participantes concluíram que, ainda há muitas reflexões sobre o que fazer já que trata-se de um tema complexo e delicado. O debate culminou com o agendamento de uma grande reunião envolvendo lideranças indígenas para um diálogo jurídico, em Dourados/MS, com o objetivo de fomentar o diálogo de saberes e o pluralismo jurídico. Além disso, foi sugerida uma próxima reunião de trabalho, nas instalações da UnB, com advogados indígenas para discussão do ECA comentado, que contará, também, com a participação de acadêmicos do curso de Direito. Campanha “Índio Cidadão Brasileiro” A funai em seu trabalho junto aos povos indígenas, tem se deparado cada vez mais com questões que afetam os direitos das crianças e dos adolescentes indígenas. O ECA embora tenha como princípio o respeito à diversidade cultural das crianças e adolescentes brasileiros, tem gerado conflitos e preconceitos na sua aplicação junto aos povos indígenas, ao invés de garantir a proteção, como se propõe. Nesse sentido, a Funai promove desde 2004 a campanha “Índio Cidadão Brasileiro” pelo respeito ao direito diferenciado dos jovens e crianças indígenas na aplicação do ECA, com a realização de diversas oficinas para debate do tema. _______________________________Antropologia da Infância e da Criançahttp://groups.google.de/group/antr-infancia-crianca?hl=pt-BR

sábado, 11 de abril de 2009

A criança e a mídia...

" É necessário unir esforços para repensar as atividaes ludicas da criança, reorientando a utilização da TV, quer no lar, quer na escola, impedindo que ela seja mais um meio de escapismo às carências afetivas e ao isolamento infantil". Elza Dias Pacheco.

CONVITE: participação em programa de rádio da UFMG

"Pensar o Brasil, Pensar a Educação". O programa de rádio vai ao ar todas as segundas das 20hs as 22hs. Neste mês o tema de debate será a Educação Infantil estarei participando em uma discussão sobre o tema "Educação Infantil e Mídia". Sintonize na 104,5 FM ou pela internet http://www.ufmg.br/online/radio/
DIA: 27 de abril de 21:20 h as 22:00 h
participem! um abraço,

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Pesquisa revela que crianças de hoje brincam menos do que brincavam seus pais.

"O brincar faz das crianças adultos mais felizes!" Algum pai pode discordar desta afirmação? Certamente não. todavia por mais paradoxal que seja, a pesquisa realizada pela Ipsos Public Affairs para o Instituto Unilever/Omo
revelou contradições que atestam o abismo existente entre a visão do que é o universo lúdico ideal para as crianças e as projeções que os pais fazem para os seus filhos.

Apesar de 93% dos pais pesquisados concordarem com esta afirmativa, ao apontarem o que seria prioridade na vida infantil apenas 19 % das respostas colocam o brincar como prioridade, perdendo para a melhor qualidade do ensino nas escolas (56%) e atividades complementares como informatica e cursos de idiomas (32%).

A investigação começou em 2001 e foram realizadas entrevistas em 1014 domicílios, em 77 cidades em todo o pais, representando um universo de 31 milhões de pais e 24 milhões de crianças.

Outros resultados da pesquisa:

- 97% dos pais ouvidos pelo estudo apontam a TV, vídeos ou DVD no topo da lista das atividades realizadas pelas crianças;

-A primeira brincadeira que envolve atividade física só aparece no quarto lugar (andar de bicicleta, patinete, skate, patins, carrinho de rolimã);

- a escola é o local preferido que as crianças escolhem para realizarem suas brincadeiras; ainda assim outros espaços ainda permanecem como voltados para o brincar das crianças como o quintal e o quarto;

- 50% dos pais concordam com a possibilidade de reduzir o tempo de brincar de seus filhos;

- 97% dos pais acreditam que seu dever é preparar as crianças para o mercado de trabalho, adultos bem-sucedidos profissionalmente.

Uma questão me provoca neste estudo. Se os pais de hoje não valorizam o brincar de suas crianças e contribuem para a construção de uma infancia voltada para um adulto mais competitivo e preparado para o mercado de trabalho, talvez estejamos vislumbrando um futuro em que a vida nesta terra perca a beleza que tal prática proporciona hoje aos seus praticantes.

Conheça mais sobre a pesquisa: ela está disponível aqui no blog. acesse "pesquisas sobre a infancia". Um abraço...

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio by Almanaque Brasil

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio parte 2 by Amanaque Brasil