UFMG EDUCATIVA: entrevista brinquedos e brincadeiras e formação da criança

FAZ ASSIM! CANTORIAS E BRINCADEIRAS INFANTIS

OUÇA AQUI AS PRIMEIRAS MÚSICAS DE NOSSO CD: produção: Claudio Emanuel, Marilza Máximo e Rogério Correia Direção Musical: Silvia Lima e Christiano Souza Oliveira

Faz assim!

Despedida/ Samba mais eu

territorio do brincar

domingo, 13 de setembro de 2009

SABARA DESENVOLVE CURSO DE FORMAÇÃO PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL

oLÁ,
Segunda e Terça-feira, dia 14 e 15 estarei oferecendo uma oficina para Educadores da Educação Infantil da Prefeitura Municipal de Sabará. O curso é organizado pela Faculdade de Sabará. Pediram que oferecesse algo em torno das multiplas linguagens (teatro, brincadeiras, contação de histórias) e resolvi retomar um antiga prática abandonada há anos em minha formação: a mala de jogos. Nela coloco tudo: fantoches e marionetes, brinquedos tradicionais (caleidoscópio, escadinha de jacó, roi-roi, piões e piorras) e que construo na oficina, livros de histórias e instrumentos musicais. Resolvi inovar e ao invés de reformar antigas malas, adquiri uma novinha em folha toda de alumínio, estilo "case". Estive atras de bonecos novos para colocar no teatro, fui atrás do encontro de teatro de bonecos promovido pelo Sesi aqui na cidade mas não encontrei algo que pudesse aproveitar... Vai ser bom relembrar o teatro de bonecos... fui!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

desafios da formação em serviço numa escola infantil

Olá,
desde o inicio do mes visito uma UMEI (Unidade Municipal de Educação Infantil) de Belo Horizonte, localizada no bairro Estrela Dalva. A escola é bem pequena e tem história no bairro. antes funcionava uma creche comunitária que foi municipalizada. Funciona junto a um centro de apoio comunitario. a escola funciona em dois turnos com quatro turmas de 2 a 4 anos. Combinei com a direção e coordenação da escola que desenvolveria um trabalho de formação com o grupo em que brincaria com as crianças e a professora juntos. há tempos tinha vontade de trabalhar com formação em serviço mas num formato em que mostraria como fazer trabalharia junto com os professores mas enfrentaria o desafio de dentro de um espaço e uma realidade concreta formulasse uma proposta. O resultado tem sido positivo com as crianças. Foi muito pesado os dois primeiros encontros pois optei por uma proposta mais dinâmica, com brincadeiras, correrias, cantigas, o importante era causar impacto, mesmo as custas de ser acusado de show man ou animador de festas. Queria provocar uma mudança na rotina da escola, de alguma forma, seja correndo com as crianças no patio da escola ou me fazer ouvir com os barulhos do tambor que tocava. Era importante criar um vínculo forte com as crianças desde o início, mas me aproximar das professoras com cautela e respeito. Tinha clareza de que um bom trabalho desenvolvido com as crianças poderia me dar maior credibilidade com as professoras. todavia, acredito que a formação em serviço talvez tenha que ser mais do que brincar com professoras e alunos juntos. O trabalho tem surtido algumas questões:
a primeira de estabelecer de forma mais clara como ocorreria esta parceria com as professoras. Ouvi do grupo que muitas professoras não sabiam o que fazer se observavam se entravam na brincadeira...
segundo, que necessito de um momento maior para observar as professoras atuarem com as crianças, para poder avaliar o trabalho que a escola desenvolve e sugerir mudanças;

de qualquer forma a entrada acontece mudanças. Na rotina, nos professores. o risco de me tornar um oficineiro é muito grande pois vejo que posso ficar concentrado nas crianças e não dar o retorno que os professores necessitam. O lado proativo do trabalho pode inibir também os professores de apresentarem sua forma de trabalhar.

penso que duas coisas sejam necessárias neste momento:
primeiro, observar como as professoras trabalham
segundo, planejar juntos.

sábado, 4 de julho de 2009

o brincar pode desenvolver a autonomia da criança? como?

Neste sábado, dia 04 de julho conversei com a equipe de profissionais da escola Polo São Judas Tadeu, do bairro Nova Contagem, Contagem Minas Gerais. Um dos assuntos do encontro foi tratar o brincar na instituição a partir da proposta dos indicadores da qualidade na educação Infantil, documento proposto pelo MEC neste ano. Vejamos uma das questões:

As professoras incentivam as crianças a escolher brincadeiras, brinquedos e materiais?

Ao discutirmos as respostas dadas pelas professoras, chegamos a conclusão que uma prática muito presente nas brincadeiras com as crianças na escola é a pouca participação das crianças na escolha e a pouca oferta de opçoes. Quando todos brincam da mesma brincadeira, normalmente sugerida pela professora, manipulando um mesmo brinquedo (p. ex. lego, pulando corda). Uma das professoras perguntou mas como fica nossa intenção de oferecer, ensinar novas brincadeiras para as crianças? Sobre este ponto relatei que em minha experiencia tenho levado em consideração a possibilidade de construir propostas junto com as crianças e oferecer muitas possibilidades de brinquedos e materiais. Do que vamos brincar hoje? É uma pergunta que não pode faltar. Mesmo assim, quando brinco com todas as crianças juntas com uma brincadeira sugerida por elas (e se a brincadeira assim permite) sempre considero que um grupo será flutuante, não participará desta brincadeira que realizamos, mas pode voltar quando outra se inicia. Uso esta flutuação das crianças como um termometro que indica que a brincadeira deve mudar (quando o grupo fora da brincadeira é maior que o de dentro). Normalmente prefiro brincar com pequenos grupos enquanto as demais crianças estão brincando ou no parquinho ou com outras brincadeiras simultaneamente. Primeiro apresento uma serie de materiais, ou um espaço (parquinho) em que as crianças escolham e dividam-se em grupos para brincarem (bolas, peteca, corda, pneus, casinha de bonecas). Se tenho um brinquedo novo ou uma brincadeira nova a ensinar (principalmente se a brincadeira envolve pequenos grupos), faço convite a um grupo menor de crianças e durante aquele tempo me proponho a ensiná-la. A ação desperta o interesse das demais mas pelo limite de integrantes que a propria ação impoe, a criança interessada aguarda a desistencia de um dos jogadores para entrar e isto certamente acontece. As crianças entram e saem da brincadeira o tempo todo mas ela acontece mesmo assim. Oferecê-la diariamente, enquanto o grupo se mostra interessado vai conquistando novos adeptos e jogadores, até que ela torna-se autonoma como os demais jogos, vira um jogo do grupo.

Uma coisa interessante que surge desta diversidade de atividades que ocorrem simultaneamente é que o professor surge como um mediador de conflitos, como incentivador de novas brincadeiras, trazendo novas idéias, buscando junto com as crianças novas soluções para seus projetos e dá visibilidade aos processos de aprendizagem que acontecem entre as proprias crianças.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

EXPOSIÇÃO DE ARTE PARA CRIANÇAS EM SÃO PAULO



Escrito por
Gabriel Guimard
Editor Portal Cultura Infância
publicado no grupo Antropologia da Infância e da Criança

Quem está em São Paulo, não deixe de ir com as crianças, ou com as "crianças que ainda moram no seu coração", visitar a Exposição "Arte para Crianças" que está acontecendo no Sesc Pompéia, até dia 02 de agosto. É possível também fazer agendamento de grupos. Uma exposição interativa e lúdica. Em várias obras é possível que as crianças, toquem e interajam. Grandes nomes das artes visuais estão presentes na exposição: Tunga, Athos Bulcão, Amilcar de Castro entre outros. A exposição vem circulando por várias cidades do Brasil, desde 2007. Um programa imperdível e raro.

O Portal Cultura Infância (www.culturainfancia.com.br) fez uma exposição virtual da exposição, além de uma entrevista exclusiva com o curador Evandro Salles.



Segue abaixo o linque para a exposição virtual, a entrevista e o serviço desta atividade.

Linque: http://www.culturainfancia.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=867:exposicao-arte-para-criancas&catid=124:artes-plasticas&Itemid=172

buena suerte siempre...


terça-feira, 19 de maio de 2009

MAPA DO BRINCAR

O Mapa do Brincar, iniciativa da Folhinha – jornal semanal para crianças da Folha de São Paulo, abre inscrições para que crianças do país todo participem deste importante levantamento do brincar hoje no país.

Segue o blog para que seja divulgado nas suas regiões junto a crianças e educadores de instituições, escolas, ONG´s, famílias.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/mapadobrincar-inscricao.shtml

sábado, 25 de abril de 2009

O brincar e um novo projeto para a infância


No último sábado, dia 27 eu e minha esposa Marlene nos encontramos com as professoras, coordenação e direção da Escola Municipal Deputado Jorge Ferraz, localizada no bairro Jardim Riacho, em Contagem. A escola funciona em dois turnos e atende a crianças de 3 a 9 anos de idade. São mais de 400 crianças, sendo 120 delas com idades até 6 anos.
É uma escola que investe no brincar de suas crianças. Alguns fatos podem comprovar o que digo:


- A escola faz uso de seus muitos e amplos espaços livres: quadra, parque de brinquedos, patio coberto e pequenas áreas livres;

- Os brinquedos são descentralizados, distrubuidos nas salas de aula;

- O grupo investe em formação sistemática de sua equipe de professores;

- a escola desenvolve vários projetos e e com eles novas possibilidades de reflexão sobre o brincar;

- a escola não somente capta recursos para compra de brinquedos como também os conseguem através da doação. Sistematicamente os brinquedos estão presentes em sua rotina, sejam eles pedagógicos ou voltados para o jogo simbólico. No ano passado a escola teve um projeto premiado pela Fundação Arcor intitulado "Recreio Solidário". A doação e a compra com recursos da propria prefeitura e a construção de brinquedos de sucata também se fazem presentes.


- A escola investe sempre em novos projetos voltados para o brincar, como o projeto de brinquedos tradicionais quando pretendem confeccionar uma mala com vários brinquedos e a construção de um pequeno anfiteatro.


Na nossa conversa (sempre com a presença de brincadeiras) sobre o brincar na institução fiz alguns comentários sobre problemas que enfrentam comuns a muitos outros espaços de educação infantil como da escolha e da manutenção do parque de brinquedos e a organização dos tempos e espaços voltados para o brincar.

Sugeri que uma proposta de diversificar ainda mais os espaços abertos que dispõem seria um caminho interessante. A construção de pequenos espaços voltados para o lazer como bancos e chuveiros, pequenas apresentações artísticas, voltados para as artes e de construir brinquedos por estes espaços que não ficassem apenas circunscritos a um espaço fechado (parquinho) para que fosse utilizado diariamente como grandes manilhas (sugestão da supervisora) rampas que possibilitassem escalar, escorregadores...
Outra idéia seria aumentar o tempo destinado as brincadeiras das crianças.

Um ponto alto do encontro foi a discussão sobre qual projeto de infancia a escola desenha (ou que deseja) para as suas crianças. A fim avaliar o brincar que acontece na escola deveríamos analisar o seu papel em relação as configurações da infancia de hoje. O polêmico vídeo-documentário a Invenção da Infância (que aborda de forma brilhante a discussão sobre um provável desaparecimento da idéia da infância como foi concebida na Idade Moderna- VEJA O FILME ATRAVÉS DO LINK ACIMA) deu suporte as discussões.
Diante de diversas práticas sociais que nos revelam o retrato de uma infância marcado pelo desinvestimento de nossa sociedade na garantia de melhor qualidade de vida de nossas crianças (um brincar da criança que é reduzido e cuja figura do adulto é cada vez mais ausente, da redução de espaços de encontros dos grupos infantis (ruas, praças, de uma cidade que não foi feita para elas) e da presença cada vez maior dos jogos eletrônicos, do computador e da televisão no dia-a-dia da criança), reforçamos no encontro a importância da escola no seu papel de contribuir de forma significativa para o desenho (é algo que se constrói todo dia, afinal não sejamos apocalípticos!) de um novo projeto de infância para e com a participação das crianças. Com mais brincadeiras, é claro! Um abraço!


quinta-feira, 23 de abril de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO: A INFANCIA NA MÍDIA

Demorou mas chegou! Pessoal, gostaria de convidá-los para o lançamento do livro A Infância na Mídia. Nele, eu juntamente com um grupo de pesquisadores escrevemos sobre as relações entre a criança e os meios de comunicação de massa. Meu artigo vai tratar das relações entre a televisão e o brincar das crianças. O livro sai pela Autêntica. Uma das organizadoras é minha colega professora da PUC/Minas, Sandra Tosta (um abraço Sandra!)

O Endereço:
livraria ouvidor
Rua Fernandes Tourinho, 253, Funcionários – Belo Horizonte-MG
16 de maio • sábado
10h30


ESPERO VOCES LÁ, UM ABRAÇO!

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio by Almanaque Brasil

Brincantes do Brasil: Entrevista com Lydia Hortélio parte 2 by Amanaque Brasil